Sobre a Direita

A origem do termo “direita” nos remete à Revolução Francesa, ocorrida entre 1789 e 1799, motivada pela situação de crise que a França vivia na época e influenciada principalmente por ideias iluministas.
Dentre as ideias iluministas precursoras da Revolução Francesa, haviam especificamente dois pensadores, Edmund Burke e Thomas Paine.
Edmund Burke acreditava que as mudanças pretendidas pela revolução deveriam ocorrer de forma gradual e com uma certa estabilidade, mantendo certas tradições, sendo o precursor do conservadorismo.
Já Thomas Paine acreditava em uma reforma radical, formulada desde o início, rompendo completamente com o que existia anteriormente, sendo o precursor do pensamento progressista.
A diferença entre esses ideais culminou, durante o processo revolucionário, na criação de dois grupos com interesses bem distintos na Assembleia Nacional Constituinte realizada para decidir os novos rumos do país em 1789.
Uma parte desse grupo era composta pela aristocracia, chamados de Girondinos e que defendiam que as transformações fossem mais lentas, não rompendo totalmente com a ordem tradicional, mantendo o status quo.
Estes se posicionavam à direita no parlamento. Já a outra parte, chamado de Jacobinos, era composta pela baixa e média burguesia, se posicionavam à esquerda do Parlamento, defendendo ideias mais radicais de transformações, como a República, rompendo completamente com o absolutismo.
No Brasil, a eleição de 2018 foi um marco na história política nacional. Pela primeira vez, um candidato e um partido assumiram a posição de direita sem qualificação no cenário político brasileiro. Até então, todos os partidos e todos os políticos se declaravam de esquerda, de centro ou de centro esquerda.
Com a vitória nas urnas, o movimento conservador cresceu com bons resultados econômicos, sociais, ambientais e externos do governo Bolsonaro.
Assim, mesmo derrotado nas eleições presidenciais em 2022, o movimento da direita conservadora cresce e se consolida como uma força política que não pode ser ignorada.
Com a vitória nas urnas, o movimento conservador cresceu com bons resultados econômicos, sociais, ambientais e externos do governo Bolsonaro.
Assim, mesmo derrotado nas eleições presidenciais em 2022, o movimento da direita conservadora cresce e se consolida como uma força política que não pode ser ignorada.
O movimento conservador no Brasil, embora próximo do europeu e do norte-americano, tem características próprias. Além do liberalismo na economia, pregando o menor papel do Estado e reformas estruturais e da agenda de costumes (gênero, aborto, família, contra corrupção), o movimento conservador – chamado genericamente de bolsonarismo – introduziu a questão religiosa, de maneira mais forte do que em outros países.